Antroposofia: uma visão de mundo que conecta natureza, ciência e espiritualidade





[*conteúdo oferecido por Weleda Brasil]


Vem entender como essa ciência espiritualista leva à sensibilização da cultura do cuidado e ao cultivo de um bem-estar consciente e ecológico por si só


Criada no começo do século 20 pelo austríaco Rudolf Steiner, um filósofo com diversos interesses, a Antroposofia tem como princípio fundamental a conexão entre o homem, a natureza e o sagrado, que se manifesta em nível interno e externo; visível e invisível.


Antroposofia: do grego, "conhecimento do ser humano".

Por definição, é uma ciência espiritualista que vem sendo aplicada mundialmente em várias áreas da sociedade: medicina (sensibilizando o olhar de profissionais de diferentes áreas), educação (na pedagogia Waldorf), agricultura (biodinâmica), economia, terapias corporais, artes plásticas e até farmacologia. Tem a espiritualidade no cerne, mas não é dogmática, tampouco uma religião.


A proposta é que o ser-humano se veja e se conheça da maneira mais integral possível, considerando, na mesma proporção, as esferas do corpo e da alma.


"Na antroposofia o ser-humano é visto de forma integrada a todos os reinos da natureza e tudo o que o cerca" - Maria Cecília Moraes, pesquisadora em antroposofia.

No centro dessa visão de mundo há uma conexão íntima entre natureza e ciência. Há registos de que o próprio Steiner afirmava que a antroposofia era adequada para a sua época, mas deveria ser dinâmica e acompanhar a evolução da constituição humana, que não permanece estática.


"Steiner era uma pessoa de exatas, fez mestrado, doutorado, era cientista, mas ao mesmo tempo percebia que o mundo tinha um algo a mais que precisava ser reconhecido. E assim ele se dedica a construir uma ponte entre conhecimento científico e esse conhecimento não perceptível para os sentidos", explica Maria Cecília, que completa: mas é uma ponte que não é mística, pois é a partir da capacidade de compreensão de qualquer ser humano.


Uma Cosmovisão


A mais popular dessas realizações práticas da antroposofia, a Pedagogia Waldorf, tem atravessado décadas propondo uma revolução por meio da educação com mais de mil escolas pelo mundo inteiro, sendo mais de vinte no Brasil. Nas artes, inclui metodologias aplicadas à música, desenhos e terapias corporais.


Já a Agricultura Biodinâmica é uma das práticas que mais conecta diretamente a antroposofia à sustentabilidade e à regeneração, pois, entre muitos valores inegociáveis, respeita os ciclos naturais de cada planta, sendo assim um passo além dos orgânicos (que não usa agrotóxicos).


"O conceito beneficia não só a saúde e a regeneração do solo, mas a preservação farmacológica e vital das espécies", explica Rodolfo Schleier, especialista técnico-científico da Weleda.


Antroposofia, agricultura biodinâmica e farmacologia


(foto: A Naturalíssima)


A antroposofia reconhece os reinos vegetal e mineral como fontes de cura. Alguns exemplos são os medicamentos com ativos 100% naturais da Weleda, líder global em criar *medicamentos antroposóficos, mas também popular pelos cosméticos naturais.


Um dos mais conhecidos, o Ansiodoron, um tratamento auxiliar na insônia, é composto por uma sinergia com Avena Sativa, Passiflora Alata e Valeriana Officinales. Minerais e metálicos , ouro, o ferro, o potássio e o silício, protagonizam a formula do Stressedoron, auxiliar do estresse e que contribui para a recuperação das atividades de concentração e memória.


Já o Bryophyllum, indicado no tratamento auxiliar da ansiedade, irritação e angústia, é produzido a partir da planta de mesmo nome (e popularmente conhecida como Saião) cultivada em solo enriquecido com prata.


O cuidado, os ciclos naturais e o tempo


Na lógica da farmacologia antroposófica, o cuidado acontece de forma integrativa, nos ensinando muito, por exemplo, sobre o tempo. E tudo começa no cultivo.


"Na agricultura biodinâmica, o ciclo de cada planta é respeitado e ela absorve os impulsos de cada estação, potencializando assim a atuação de cada ativo, seja em atuação física ou sutil", explica Schleier.

"A Aveia, por exemplo, leva três meses. Passiflora e Valeriana, mais de um

ano. Bryophyllum Argento Cultum leva três anos, pois usamos um processo especial de cultivo, que usa a terceira geração da planta", exemplifica.


No uso do dia a dia, a relação de tempo e cuidado também se fazem presente. Não à toa esses medicamentos são chamados de auxiliares.


"Eles cuidam sem tirar nossos sentidos ou nos anestesiar. Assim, somos cuidados dentro do nosso tempo e, junto, temos a possibilidade de olhar para a causa do que nos aflige", completa Maria Cecilia.